Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

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A WEC na defesa do emprego do mundo

VANDER MORALES

Uma nova visão do mercado de trabalho foi sedimentada durante o 50º Congresso da WEC (Confederação Mundial do Emprego) nos últimos dias de setembro, em Paris: é preciso fortalecer a defesa das novas formas de emprego que se alastram pelo planeta, pois as ameaças às novidades são agressivas e constantes em quase todos os países.

A resistência parte de segmentos ultrapassados e atrelados ao mercado de trabalho até agora chamado de tradicional – como entidades sindicais, temerosas de perder o monopólio sobre os trabalhadores efetivos, como ocorre também no Brasil. Esse monopólio, como sabemos, significa poder político e econômico.

Essa visão da WEC apenas retrata a realidade no mundo do trabalho: numa espantosa velocidade, empresas e trabalhadores concluem que a tecnologia avança para um mundo em que o emprego fixo aos poucos vai sendo substituído por outros modelos mais inteligentes e mais rentáveis de produção para empresas e seus colaboradores. O home Office, por exemplo, já faz parte da vida moderna.

A própria Confederação Mundial mudou de foco: antes criada como uma entidade mundial de Trabalho Temporário, ela acaba de absorver integralmente a Terceirização e outras formas de emprego de mão de obra, acompanhando assim a tendência internacional do mercado de trabalho.

Numa discussão sobre a globalização naquele congresso, foi unânime a crença de que todas as formas de trabalho e emprego são bem-vindas e fundamentais para a dignidade do ser humano. Todo trabalho, se respeitado em seus direitos, é decente e contribui para o sustento das famílias e o bem-estar dos povos.

Daí a necessidade de fortalecer entidades internacionais como a WEC ou a WECLA (a congênere latino-americana) e as nacionais, como a Fenarserhtt e seus sindicatos associados. Fragmentar a representação significa enfraquecer sua defesa.

Nós participamos ativamente dos debates promovidos durante o Congresso da WEC e compartilhamos plenamente de seus novos rumos em defesa do emprego – enfim, da abertura do mercado de trabalho para os novos tempos. Precisamos de entidades fortes para atuar junto aos governos e aos parlamentos, para impedir ataques à modernização trabalhista, para avançar com as economias e o desenvolvimento do nosso e de outros países.

Desconhecer os avanços dos novos modelos econômicos em nome de uma falsa defesa dos trabalhadores é se colocar na contramão de uma economia moderna e participativa. O Brasil demorou muito para trilhar o bom caminho. Bom que continue assim.

Por isso mesmo a ampliação da representação passou a ser reconhecida pela WEC global e pela WEC latino-americana.

Vander Morales é presidente do Sindeprestem e da Fenaserhtt