Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

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Apesar de contar em sua campanha com dois economistas ortodoxos, a pré-candidata da Rede à Presidência da República Marina Silva criticou um dos principais pontos defendidos pelo mercado da reforma trabalhista, que entrou em vigor no ano passado: o que estabelece que o acordado se sobrepõe ao legislado.

— A gente pode melhorar a legislação trabalhista, mas que não seja para precarizar cada vez mais a situação dos trabalhadores — respondeu Marina nesta segunda-feira, ao ser questionada sobre o tema durante sabatina em Fórum da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).

Os economistas Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Resende, da linha ortodoxa, são os principais colaboradores da campanha na área. Rezende foi presidente do BNDES no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A presidenciável considera a prevalência do negociado sobre o legislado e o item que permite a mulheres grávidas poderem trabalhar em condições insalubres como os mais negativos da reforma:

— Não é razoável que se diga, que numa lei, que o negociado se sobrepõe ao legislado. A lei é a lei. Não é razoável que se diga que uma mulher grávida possa trabalhar em condições precárias.

Ao final do evento, em entrevista, Marina não respondeu se revogaria a reforma trabalhista caso seja eleita. A pré-candidata elogiou o presidente do PPS, Roberto Freire, e o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, apontados como seus possíveis vices, mas negou que haja conversas para que um deles assuma o posto.

— Tanto o Bandeira como o Roberto são pessoas da maior credibilidade na sociedade. Mas não tive conversa com nenhum deles especificamente sobre isso — disse Marina.

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