Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

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Os acordos salariais realizados em janeiro caíram pelo segundo ano seguido, devido ao esvaziamento dos sindicatos causado pela reforma trabalhista. A tendência, no entanto, é que os impasses sejam resolvidos ao longo do ano, com empresas e trabalhadores acertando as novas remunerações. No mês passado, foram concluídas 173 negociações (143 acordos e 30 convenções). Em 2018 e 2017, por sua vez, as negociações concluídas somaram 250 e 409, respectivamente.

Os dados são do boletim Salariômetro, feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em números do Ministério do Trabalho. "A reforma trabalhista eliminou a obrigatoriedade da contribuição sindical", diz Helio Zylberstajn, economista, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e coordenador do Salariômetro. Os sindicatos, de acordo com ele, vêm tentando encontrar novas formas de financiamento - sem sucesso. "Isso dificulta o acordo" em um primeiro momento entre empresas e trabalhadores.

Os números dos últimos dois ano mostram, porém, que nos meses seguintes a janeiro "os dois lados tentam encontrar uma solução, embora ela seja demorada". "Os trabalhadores ficam em uma situação ruim, então o sindicato procura resolvê-la", afirma Zylberstajn. Para os trabalhadores que chegaram a um consenso com seus empregadores, a boa notícia é que janeiro foi o segundo mês seguido em que o reajuste salarial mediano teve ganhos reais, acima da inflação. Em dezembro e janeiro, o reajuste mediano foi de 4%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses ficou em 3,6% e 3,4%, respectivamente.

A tendência, segundo Zylberstajn, é que os aumentos reais continuem pelo menos nos próximos dois meses. Ele lembra que o INPC funciona como uma espécie de "imã" para os reajustes. "Quando a inflação é de 3,7%, o reajuste é de 4%", diz. As projeções para o INPC acumulado em 12 meses de fevereiro e março são de, respectivamente, 3,6% e 3,8%, o que deve portanto manter os novos salários acima da inflação. Zylberstajn destaca também que o piso salarial mediano dos acordos assinados em janeiro foi de R$ 1.097, o equivalente a 1,1 salário mínimo e o menor dos últimos 12 meses. 

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