Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Economia com serviço digitalizado pode ir a R$ 6 bi - Valor Econômico

O governo Jair Bolsonaro contabiliza nesses cinco meses 35 serviços digitalizados, com uma economia estimada de R$ 300 milhões, e prevê que esse número pode chegar a R$ 6 bilhões. "O cálculo que fazemos é de que cada serviço analógico transformado em digital pode custar até 90% menos", disse secretária especial de Modernização do Estado (Seme), Marcia Luiz de Amorim Oliveira.

Segundo ela, a meta é entregar ainda neste ano 400 serviços digitalizados e mais 600 no ano que vem. A estimativa de R$ 6 bilhões em 2020, explica Marcia, é dividida entre ganhos para o Estado e para a sociedade. No caso dos 35 itens já modernizados, o cálculo é que a economia de R$ 300 milhões está dividida entre R$ 130 milhões para o governo e R$ 170 milhões para os cidadãos, que deixam por exemplo de usar transporte, perder tempo em filas ou fazer cópias de documentos.

Entre os itens que foram modernizados, estão 20 procedimentos usados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como o protocolo de documentos e levantamento de débitos ou créditos junto à autarquia e as solicitações de registro de companhia aberta e de auditor independente. "Tudo isso ajuda na melhoria do ambiente de negócios", destaca o ministro Floriano Peixoto, da Secretaria-Geral, pasta responsável pela tarefa. Os serviços digitalizados incluem ainda a obtenção de certificado internacional de vacinação, o certificado por tempo de contribuição no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e a autorização prévia de importação de produtos de origem animal.

Outro exemplo citado é o alistamento militar. Segundo Marcia, cerca de 2 milhões de jovens tinham que se deslocar - às vezes até mesmo de cidade - para conseguir cumprir a obrigação de alistamento. O ministro destaca que ordem para tornar o Brasil em uma "nação digital" vem diretamente de Jair Bolsonaro, que, desde a campanha do ano passado, pediu ações para "tirar o Estado do cangote do cidadão". "Uma das nossas vitrines é a Seme. Ela foi criada pela sensibilidade muito grande do presidente para desburocratizar o país", diz. 

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