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Bolsonaro busca nome para liderança do governo - Valor Econômico

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO) voltou a ficar na "corda bamba" após sucessivas "trapalhadas" na articulação política. Alertado por aliados, o presidente Jair Bolsonaro iniciou a busca por um substituto, mas a resistência de várias legendas a indicar um nome dão sobrevida ao deputado de primeiro mandato. Apenas o nome do deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) chegou a ser apresentado a Bolsonaro como possível substituto, mas integrantes da ala militar do governo demonstraram insatisfação com a eventual troca.

Autor de um pedido de impeachment contra o vice-presidente Hamilton Mourão, Feliciano não é visto como um aliado confiável por parte do Palácio do Planalto. As críticas públicas feitas pelo parlamentar do Podemos a integrantes da ala militar do governo, como Mourão e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, diminuíram suas chances de assumir o posto de Vitor Hugo.

A simpatia dele pelo escritor Olavo de Carvalho também pesou contra sua eventual ascensão ao cargo. Após falhas na articulação nas últimas semanas, a permanência de Vitor Hugo voltou a ser uma incógnita. A situação piorou na terça-feira após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter decidido romper o relacionamento com ele, argumentando que o parlamentar do PSL acusou as relações no Congresso de se darem na base do dinheiro. Nos últimos dias, Bolsonaro tem avaliado a troca, mas ouviu de aliados que não há nomes à disposição para assumir a função.

Além de Feliciano, também figuraram na lista de possíveis substitutos os deputados Cláudio Cajado (PP-BA), João Campos (PRB-GO) e João Roma (PRB-BA). Tanto o PP quanto o PRB não escondem o desconforto com a eventual escalação de um de seus filiados ao cargo, porque os dirigentes avaliam que seguem abertas as cicatrizes causadas pelas declarações do presidente de que as siglas querem manter a política do toma-lá-dá-cá para votar com o governo. Na avaliação das legendas, não faz sentido assumir a tarefa sem ser oficialmente da base aliada do governo.

Caso algum parlamentar aceitar, dizem dirigentes, deve "embarcar sozinho, sem respaldo do próprio partido". Sem opções em outras legendas, o mandatário estaria trabalhando com duas possibilidades: procurar um nome dentro do PSL para substituir Vitor Hugo; pedir que o líder do governo atue "como uma rainha da Inglaterra" e evite fazer movimentos que possam atrapalhar a articulação do governo no Congresso. 

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