Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Editorial | Trabalho em vez de crise

O Brasil não pode mais continuar sobrevivendo sob o manto da incerteza, desse bombardeio noticioso que produz ainda mais instabilidade política e atraso; este cenário só serve mesmo de palco para autoridades que adoram o estrelato, e pouco se preocupam com os destinos da Pátria, jogando mais lenha e gasolina nesta imensa fogueira das vaidades.

Os empresários não podem ficar de braços cruzados à espera de infindáveis duelos jurídicos, uma vez que o Judiciário vai aos poucos engolfando o Executivo e o Legislativo e alterando o equilíbrio entre os Poderes que sustenta a democracia.

É uma das mais graves crises da República, sem dúvida, mas nem por isso os brasileiros devem se sentar à frente da televisão ou segurar um jornal à espera de novidades. A vida continua, é preciso produzir, criar empregos, contribuir para o crescimento da Nação – e pagar as contas, especialmente as do Fisco, que não respeita crise nenhuma.

O País não pode mais ficar refém de delações muito bem premiadas – e foi em função disso que o Executivo e Legislativo passaram a funcionar em câmera lenta, adiando a aprovação de uma reforma fundamental para a economia como a trabalhista, sem falar da previdenciária, jogada para um futuro distante.  

Tudo isso cria um desconforto para os empresários na hora de planejar seu futuro e investir, o que trava a economia e aumenta o flagelo do desemprego. As autoridades devem estar cientes de que as reformas têm o apoio da maioria da população.

Prova disso foi o fiasco da greve geral convocada para o último dia 30 em todo o País, que ficou restrita a alguns baderneiros pagos para infernizar a vida de brasileiros de bem. A maioria da população trabalhou naquele dia, como é de seu feitio. Ou seja, o povo merece o benefício de decisões rápidas, de medidas econômicas que abram o mercado de trabalho para que o País volte à trilha do desenvolvimento.

De sua parte, os empresários precisam romper a barreira sonora de más notícias que emana de Brasília e voltar à vida normal. Como todas as crises, essa também entrará para a história.

Importante que os empresários estejam na dianteira quando esse momento chegar. 

Vander Morales é presidente do Sindeprestem e da Fenaserhtt

* Publicada em: 05/07/2017

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