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Grandes empresas concentraram avanço do emprego formal em 2017 - Valor Econômico

A recuperação do emprego formal no país foi concentrada nas empresas de maior porte, que possuem 250 ou mais funcionários, mostram dados do Cadastro Geral de Empresas (Cempre), referente a 2017, levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da pesquisa mostram que havia 51,9 milhões de pessoas ocupadas nas empresas cadastradas em 2017, aumento de 528 mil em relação ao ano anterior.

As empresas de 250 ou mais funcionários contrataram 661 mil pessoas, enquanto as companhias que contavam com até nove empregados dispensaram aproximadamente 100 mil pessoas no período. Mesmo que o saldo tenha sido positivo nas empresas de maior porte em 2017, o movimento recuperou apenas parte dos cortes que essas mesmas empresas promoveram ao longo da crise. Por exemplo, esse conjunto de empresas eram responsáveis por 50% do total de empregos formais no país em 2013.

Essa fração caiu para 46% até 2016, após as demissões. Com a recuperação em 2017, atingiu 47%. Além de concentrado nas maiores empresas, o avanço da emprego se deu principalmente entre trabalhadores com maior escolaridade. O pessoal assalariado com nível superior teve crescimento de 5,6% de 2016 para 2017, enquanto o pessoal ocupado sem nível superior ficou estável.

Naquele ano 77,4% dos empregados brasileiros não tinham nível superior. O avanço da ocupação foi concentrado nas atividades de saúde e educação, além da administração pública, defesa e seguridade social. São setores com grande parcela de gastos e investimentos do setor público, reforçando a percepção de pouca dinâmica da iniciativa privada.

A construção, por exemplo, foi a atividade que mais cortou vagas. Além disso, o salário médio pago na administração pública cresceu rapidamente. De acordo com o estudo do IBGE, a administração pública pagou em média R$ 4.088,04 em salários médios em 2017, 6% a mais em termos reais na comparação com o ano anterior. Nas empresas, o avanço foi de 4%, para R$ 2.469,54 naquele ano, segundo o instituto.

Mesmo com a retomada da atividade econômica em 2017, o Brasil ainda fechou mais empresas do que abriu naquele ano, em que o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de 1,1% ante 2016, quando a economia estava em recessão. O país tinha 5,029 milhões de empresas registradas no Cempre, 0,4% a menos do que em 2016, o que corresponde a uma perda de 21,5 mil empresas no período. Foi o segundo ano consecutivo de queda do total de empresas.

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