Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Produção Industrial recua 0,2% em maio, diz IBGE - O Globo

A produção industrial (PIM) brasileira recuou 0,2% em maio, na comparação com o avanço de 0,3% de abril. Na comparação em 12 meses (maio de 2019 contra o mesmo mês do ano anterior), a alta foi expressiva, de 7,1%. No ano, o indicador acumula queda de 0,7%. Os números foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira.

O número da comparação interanual, embora surpreendente, deve ser analisado com cautela, ressaltam os economistas. Em maio de 2018, o Brasil sofreu com o efeito da greve dos caminhoneiros, o que derrubou os indicadores econômicos. Na ocasião, a PIM apresentou um tombo de 10,9% na comparação com o mês anterior.

Em relação ao baixo crescimento na comparação entre os meses deste ano, a fraqueza da indústria, na leitura dos especialistas, é causada pela lenta retomada da economia.

Na véspera, no Boletim Focus, os economistas consultados pelo Banco Central (BC) projetam que a indústria cresça 0,71%. Na semana anterior, a projeção era de alta de 0,72%. Há um mês, o percentual era bem superior: 1,49%.

Veículos automotores, reboques e carrocerias apresentam um recuo de 2,4% em maio, embora tenha avançado 6,4% no mês anterior. Entre as demais contribuições negativas, estão bebidas (-3,5%), couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%), outros produtos químicos (-2,0%), além de produtos de metal, produtos de minerais não-metálicos e produtos diversos. Segundo o IBGE, todos esses ramos reverteram o comportamento positivo do mês anterior.

A indústria extrativa, que havia tido queda de 25,6% no acumulado nos quatro primeiros meses deste ano, principalmente pelo efeito Brumadinho, avançou 9,2%. 

- Esse resultado positivo não significa que o efeito Brumadinho tenha sido superado. Os efeitos de Brumadinho ficam mais visíveis quando comparamos os resultados interanuais, no maio contra maio - explica André Macedo, gerente da indústria do IBGE.

Frente a maio do último ano, o resultado positivo de 7,1% foi justificado pela alta em algumas atividades, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (37,1%) e produtos alimentícios (16,2%). O setor extrativo, no entanto, teve uma redução na produção de 18,2%, resultando em uma menor produção de minério de ferro, ainda como reflexo do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), em janeiro deste ano.

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