Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Volta robusta do emprego não é neste Natal, diz Sachsida - Valor Econômico

Questionado ontem, durante um evento em São Paulo, sobre quando será possível observar um crescimento mais robusto do emprego no Brasil, o secretário de Política Econômica do governo, Adolfo Sachsida, disse que essa era uma pergunta difícil e que o governo estava "colocando a economia nos trilhos". "O país está voltando passo a passo, infelizmente, não é neste Natal", afirmou. "Mas medidas estão sendo tomadas para que a partir do ano que vem o país volte ao caminho da prosperidade." Ele cita como exemplos uma "revolução silenciosa", promovida por mudanças em normas regulamentadoras de saúde e trabalho, e a liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "As pessoas dizem que R$ 500 é pouco. Mas estamos atingindo 96 milhões de pessoas."

Os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro deverão movimentar o maior volume de recursos dos chamados saques imediatos, segundo documento apresentado pelo secretário. Os saques no valor de até R$ 500 por conta ativa ou inativa devem somar R$ 39,9 bilhões. Desse montante, R$ 15,6 bilhões devem ir para 28,4 milhões de trabalhadores paulistas. Outros R$ 3,5 bilhões para 10,2 milhões de mineiros e igual montante para 9 milhões de pessoas no Rio de Janeiro. Paraná e Rio Grande do Sul devem movimentar valores acima de R$ 2 bilhões, e Bahia, Goiás, Pernambuco e Santa Catarina, acima de R$ 1 bilhão.

Segundo Sachsida, 30% da população do Nordeste deve ser impactada. "Esse dinheiro é 0,7% no PIB paulista. No Nordeste, é 0,5% ou 0,6%, dependendo do Estado." Para o secretário, a medida ainda tem impacto positivo na produtividade. "Como pode sacar todo ano um pouquinho, o incentivo para o trabalhador continuar na empresa aumentou", disse. Questionado se acreditava que trabalhadores deixavam seus empregos para ter acesso ao fundo, Sachsida afirmou que "algumas vezes acontece isso, não porque ele queira", em referência a pessoas endividadas. "Estamos dando a chance de o trabalhador ter acesso a esse dinheiro sem sair da empresa."

Com as mudanças no FGTS, na visão do secretário, o Brasil tem a chance de levar crédito barato a todos. Segundo ele, haverá uma revolução no mercado de consignados, a partir dos saques de aniversário. "É dinheiro líquido e certo. É a melhor garantia que existe. O potencial de mercado é de R$ 100 bilhões em três ou quatro anos." Isso, segundo ele, não estimula o endividamento. "O trabalhador já tem dívida. Ele vai escolher se vai pagar 5% a 10% ou 1%."

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