Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

  • Home
  • Notícias
  • Últimas Notícias
  • Alta na desigualdade na renda do trabalho dá sinais de estar perto do fim - Valor Econômico

Alta na desigualdade na renda do trabalho dá sinais de estar perto do fim - Valor Econômico

A desigualdade da renda dos trabalhadores mostrou leve piora no segundo trimestre deste ano, refletindo o aumento da disparidade salarial em 16 das 27 unidades da federação do país, mostra levantamento realizado pelos pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) Daniel Duque e Bernardo Esteves

O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita do trabalho foi de 0,629 no segundo trimestre deste ano, resultado ligeiramente pior do que o registrado no segundo trimestre do ano passado (0,628) - o indicador varia numa escala de zero a um, sendo zero a igualdade perfeita na distribuição de renda. Por essa base interanual, que elimina os ruídos sazonais do mercado de trabalho, o indicador de desigualdade exibe piora desde o quarto trimestre de 2015, período marcado pela recessão brasileira. São agora 15 trimestre consecutivos de piora na disparidade de renda entre os trabalhadores ricos e pobres. Os cálculos foram feitos com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad (Contínua).

O levantamento acompanha a série histórica da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012. De acordo com Duque, um dos autores do levantamento, a desigualdade segue crescendo entre os trabalhadores ocupados porque a melhora salarial está concentrada em quem tem maior rendimento. "O desemprego até melhora, mas os ganhos ainda não são proporcionalmente maiores entre os mais pobres." A boa notícia é que o ciclo de crescimento da desigualdade está bastante perto do fim. Duque acredita que o índice de Gini deve ficar estável ou mostrar ligeira melhora nos próximos trimestres. Esse movimento está diretamente relacionado com a recuperação, ainda que lenta, do mercado de trabalho. 

"Conforme o desemprego cai, mais famílias mais pobres começam a ter maior renda, de modo que cumulativamente isso acaba reduzindo a desigualdade." Uma abertura mais detalhada do levantamento mostra que a desigualdade da renda do trabalho piorou em 16 unidades da federação no segundo trimestre deste ano, considerado a comparação interanual.

Seis unidades da federação estão com nível recorde de desigualdade: Alagoas, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. O Nordeste segue com os piores números de distribuição de renda entre ricos e pobres. Os sete piores índice de Gini do país estão na região: Alagoas (0,711), Piauí (0,692), Paraíba (0,692), Ceará (0,686), Bahia (0,683), Maranhão (0,682), Pernambuco (0,679), Sergipe (0,674) e Rio Grande do Norte (0,670). 

Últimas Notícias