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Confiança do setor de serviços mostra leve queda em agosto, aponta FGV - Valor Econômico

Um ajuste em relação à expectativas excessivamente otimistas levou ao recuo de 1,1 ponto no Índice de Confiança de Serviços (ICS) entre julho e agosto, para 92,3 pontos, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Para Rodolpho Tobler, economista da fundação, mesmo com a queda em agosto, o humor do empresariado deve mantém tendência de alta nos próximos meses. O técnico comentou que o indicador de média móvel trimestral do ICS, usado para mensurar tendências, subiu 1,1 ponto no período - a maior taxa desde janeiro de 2019 (2,9 pontos). "O que temos avaliado é que os empresários voltaram a calibrar expectativas. Foi uma correção pontual. A situação não parece tão ruim. Notamos que o volume de serviços tem melhorado neste mês, uma melhora tímida", afirmou. "A tendência é positiva, mesmo com o resultado de queda em agosto." Das 13 principais atividades pesquisadas pela fundação, nove mostraram recuo na confiança entre julho e agosto, influenciada principalmente por expectativas desfavoráveis.

Tobler detalhou que, de julho para agosto, o Índice de Situação Atual (ISA), um dos dois sub-indicadores componentes do ICS, permaneceu estável em 89,4 pontos. Mas o Índice Expectativas (IE) caiu 2,3 pontos, para 95,3 pontos. Ele comentou que, nos meses de junho e julho, o IE subiu 3 pontos e 2,6 pontos respectivamente. Isso porque o empresariado do setor de serviços esperava melhora de negócios em velocidade mais ágil, logo no começo deste semestre - o que acabou não ocorrendo, notou Tobler. Isso, na prática, acabou por afetar os quesitos relacionados às expectativas em agosto, na composição do indicador. O tópico tendência dos negócios nos próximos seis meses caiu 2,4 pontos entre julho e agosto, e a demanda prevista nos próximos três meses diminuiu 2,0 pontos. O especialista da FGV apontou que a confiança de serviços mostra volatilidade em 2019.

Além disso, na sondagem de serviços, pesquisa do qual o ICS é indicador-síntese, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços caiu 0,6 ponto percentual, para 81,8%, segundo a FGV. "Mas ainda temos boas notícias para o setor neste ano. O saque do FGTS por exemplo" lembrou Tobler. O limite de saque de até R$ 500 por conta pode não ser suficiente para compra de duráveis, mas muitos serviços se encaixam nessa faixa, notou. Outro aspecto mencionado por ele é que, na sondagem, o tópico emprego previsto para os próximos meses permaneceu estável em 106 pontos entre julho e agosto. Ou seja, acima de 100 pontos (limite favorável). "Os dados mostram tendência de recuperação, lenta e gradual." 

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