Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Informalidade cresce com recessão econômica

A taxa de informalidade no mercado de trabalho chegou ao nível mais alto desde o início da série histórica iniciada em 2012. De acordo com a Pesquisa de Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), o índice verificado no segundo semestre alcançou 46,4%. O avanço foi de 2,6 pontos percentuais desde 2014, considerado o ano de início da recessão econômica.

 No trimestre encerrado em agosto o Brasil tinha 13,1 milhões de desempregados, segundo o IBGE, o que contribui para o aumento da informalidade. Bruno Ottoni, do Ibre-FGV, entrevistado pela Folha de S.Paulo, diz que a mudança do indivíduo do seu trabalho de origem está relacionada ao aumento dos informais. "É o engenheiro que foi virar motorista de Uber ", exemplificou o economista.

Por setores, a informalidade teve maior crescimento durante a crise na indústria, de 4,6 pontos, para 45%. Em serviços, o avanço foi de 3,2 pontos percentuais, a 42,2%. Já na agricultura, o setor de mais elevada informalidade da economia, curiosamente houve queda da informalidade na recessão, de 82% a 80,4%, após uma leve alta no pré-crise.

A reforma trabalhista, que entra em vigor em novembro, pode trazer de volta à formalidade trabalhadores hoje precarizados. Também a recuperação da atividade tende a frear o avanço da informalidade, embora a expectativa ainda seja de criação de postos informais em maior número do que aqueles com carteira.

Com informações do jornal Folha de S.Paulo.

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