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Informalidade se consolida como motor da recuperação do emprego - Folha de S.Paulo

O ano de 2017 foi marcado pela redução do desemprego. Após dois anos de fechamento de vagas em razão da crise, o país voltou a abrir novos postos, porém, com uma característica: a informalidade.

Segundo a Pnad Contínua, pesquisa oficial de emprego do IBGE, de abrangência nacional, o país gerou 1,8 milhão de novos postos no ano passado. Esses postos, contudo, são sem carteira assinada ou para trabalhos por conta própria, vagas de menor e menor salário.

A soma dos trabalhadores sem carteira (11,1 milhões) e por conta própria (23,1 milhões) superam em quase 1 milhão o contingente com carteira assinada (33,3 milhões). Os postos com carteira reduziram em 685 mil, enquanto conta própria cresceram em 1,07 milhão e sem carteira, 598 mil.

Para o governo, que comemora a redução dos índices de desemprego, também não é bom negócio, já que tanto o trabalhador informal quanto o empregador que contrata nessa modalidade não recolhem os impostos obrigatórios. Somente em 2017, por exemplo, 1,09 milhão de ocupados deixaram de contribuir para a Previdência Social.

Segundo quatro economistas ouvidos pela Folha, porém, a informalidade atual não é necessariamente ruim quando substitui o desemprego pura e simplesmente. É melhor um emprego ruim a emprego nenhum, dizem.

"Não dá para dizer que houve piora no emprego justamente porque a informalidade veio para substituir o desemprego", disse o professor de economia do Insper, Sérgio Firpo.

DESOCUPADOS

Ainda há no país 12,3 milhões de desocupados. A taxa de desemprego encerrou o último trimestre de 2017 em 11,8%, pequena queda sobre igual período de 2016 (12%). A taxa média para o ano foi de 12,7%, acima dos 12% de 2016. Isso ocorreu porque mais pessoas passaram a buscar colocação, o que pressiona a taxa para cima.

Mesmo com a expectativa de retomada mais consistente neste ano, não há garantia de que a formalização cresça a ponto de superar a geração de vagas informais, dizem os economistas. As empresas devem voltar a contratar empregados formais apenas quando observarem melhora sustentável nas suas receitas.

"Quem deve se beneficiar desse movimento são justamente os informais. Os que estão sem emprego tenderão a aceitar vagas informais que continuarão a serem oferecidas", explica o professor de Economia do Ibre/FGV, Fernando de Holanda Filho. 

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