Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Nanocertificados são colecionáveis como distintivos - Valor Econômico

Com a tecnologia exigindo novas habilidades e tornando outras obsoletas, a capacidade de aprender tornou-se muito valorizada no mundo corporativo. Os distintivos digitais (em inglês, "digital badges") tentam ajudar nesse ponto, dando aos trabalhadores a chance de obterem qualificações certificadas em etapas pequenas e administráveis de processos maiores. Ao mesmo tempo em que os distintivos oferecem um "selo" garantindo a capacidade de o profissional realizar aquela etapa, o sistema possibilita uma visão geral de quem sabe o quê.

Beth Hoffman, uma arquiteta de tecnologia da informação da IBM, diz: "É da natureza do meu trabalho estar sempre aprendendo". Ela ganhou cerca de uma dezena de distintivos que exibe em sua assinatura de e-mail e no seu perfil da rede social LinkedIn. Formada em ciência da computação, ela está usando o programa de distintivos para se tornar letrada em áreas como a inteligência artificial, que ainda era tida como ficção científica quando ela se formou, no fim da década de 80.

Começando com credenciais básicas que podem ser avançadas para níveis mais altos, os distintivos "facilitam o aprendizado de habilidades voltadas para o futuro de uma maneira que não intimida tanto", diz Nancy Altobello, vice-presidente global de talento da EY, que recentemente supervisionou o lançamento do programa de distintivos da consultoria.

Embora satisfeita com a resposta (em duas semanas, o programa recebeu quase duas mil inscrições), ela observa que todos os empregadores precisam reconhecer que, ao obter os distintivos, os funcionários se tornam profissionais mais inteligentes -que, em algum momento, podem virar "ex-alunos". 

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