Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

  • Home
  • Notícias
  • Últimas Notícias
  • Desoneração da folha foi bem-vista por indústria e serviços, afirma Cintra - Valor Econômico

Desoneração da folha foi bem-vista por indústria e serviços, afirma Cintra - Valor Econômico

A sinalização dada pelo secretário especial da Receita, Marcos Cintra, sobre a intenção de finalizar uma proposta para desoneração da folha de pagamentos foi bem recebida pelos setores industrial e de serviços. Mas os dois grupos têm visão diferentes sobre qual seria a melhor maneira de fazer a compensação da retirada da contribuição previdenciária patronal de 20% sobre os salários.

A indústria prefere a tributação sobre o faturamento, enquanto os serviços consideram melhor a ideia de usar um tributo semelhante à antiga e extinta CPMF, que Cintra chama de imposto sobre pagamentos, para fazer essa compensação.

Além de preferir a contribuição previdenciária incidindo sobre o faturamento, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, defende que exista apenas uma alíquota, indistinta entre os setores, posição que também é defendida pelo secretário especial da Receita.

"Setores de capital intensivo têm grande faturamento e empregam pouco. A alíquota única para todos incidindo sobre o faturamento seria melhor para a cadeia produtiva como um todo e fomentaria a agregação de valor às matérias-primas, preservando empregos e tornando mais competitivos internacionalmente setores que estão mais à jusante das cadeias produtivas, que geram emprego de melhor qualidade e fabricam produtos de maior margem", afirma Roriz. "Quando o mercado está muito demandado, as empresas recolhem mais impostos pelo fato de estarem faturando mais. Quando o mercado está em crise, as empresas recolhem menos, mas preservam os empregos", completou.

O presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), João Diniz, por sua vez, afirmou que a tributação sobre movimentação financeira seria mais adequado porque, além de gerar uma base maior de arrecadação, teria efeito positivo no combate à sonegação fiscal e atingiria inclusive setores que operam mais na informalidade.

O consultor Emerson Casali, que assessora entidades do setor de serviços, lembrou que o segmento é intensivo em mão de obra e que a desoneração da folha terá um efeito positivo sobre a geração de empregos no país. Para ele, ainda que a substituição por tributação sobre o faturamento seja viável, para os serviços o ideal seria mesmo substituir por contribuição sobre movimentação financeira.

Últimas Notícias