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Mourão confirma envio de reforma da Previdência - Valor Econômico

O vice-presidente Hamilton Mourão confirmou que o governo enviará ao Congresso os projetos de reforma da Previdência Social e o de proteção social dos militares. Ele disse que o presidente Jair Bolsonaro ainda decidirá se as duas matérias serão enviadas simultaneamente ou não. De qualquer forma, ambos estarão em tramitação no primeiro semestre, informou o vicepresidente em resposta a um repórter. A expectativa é de que a PEC da reforma seja enviada ao Congresso em fevereiro. Mourão foi perguntado sobre o tema porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a prefeitos que os dois projetos serão enviados ao Congresso no primeiro semestre de governo (ver página A4).

Os militares não querem o envio simultâneo porque o projeto de lei que endurece as regras de proteção social tem tramitação muito mais rápida do que a PEC da reforma. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que os militares vão entrar na reforma da Previdência, mas que momento vai ser definido pelo presidente Jair Bolsonaro, conforme sinalizou no Fórum Econômico Mundial. "Ele falou em Davos uma frase que é bom lembrar. O governo se faz com exemplo. É evidente que ele está sinalizando que os militares vão entrar na reforma", disse, após ser questionado por um deputado, em um jantar. Marinho disse que vários líderes militares têm dito publicamente que aceitarão uma reforma, mas que os detalhes só serão divulgados em meados de fevereiro, quando a proposta do governo Bolsonaro será repassada, em primeiro lugar, para os deputados no plenário da Câmara. Mourão afirmou que a expectativa do governo com o novo Congresso Nacional é "a melhor possível". Os novos deputados e senadores tomam posse amanhã, quando também será realizada a eleição para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.

Na segunda-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deve levar a mensagem presidencial em que serão mencionadas as prioridades do governo para o ano legislativo entre elas, a reforma previdenciária, que o governo quer chamar de "Nova Previdência". "Houve uma renovação muito grande, a força dos novos parlamentares vai favorecer esse entendimento do Congresso, das responsabilidades que têm perante o Brasil", concluiu. Mourão disse também que não vai mais visitar o presidente Jair Bolsonaro, internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. "O presidente não está podendo conversar, precisa ficar num repouso maior. Eu estava com a ideia de ir na sexta [amanhã] e a família me pediu para eu ir só semana que vem", disse ao deixar o Planalto. Mourão afirmou ainda que enviou uma mensagem ao presidente, mas ele não respondeu, pois "não está com o celular na mão". 

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