Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Apesar da economia real, índices de confiança crescem - O Globo

A confiança de empresários e consumidores em uma melhora do cenário econômico segue crescendo, ainda que o desemprego permaneça alto, a renda do trabalhador continue estagnada e a indústria, comércio e serviços se recuperem a passos lentos. Em janeiro, os indicadores que medem o grau de otimismo com a economia voltaram a níveis pré-recessão, na expectativa de reformas. Mas, se houver percalços no Congresso ou se a proposta para mudanças na Previdência for mais branda do que a do governo anterior, essas expectativas podem se frustrar. Em janeiro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e o Índice de Confiança Empresarial (ICE) da FGV avançaram pelo quarto mês consecutivo, a 93, 6 pontos e 98 pontos, respectivamente.

Segundo Sergio Vale, os índices de confiança dizem mais sobre as expectativas para o curto prazo, enquanto os dados reais da economia ainda refletem as frustrações do ano passado, com a greve dos caminhoneiros e as eleições. O economista ressalta, porém, que esse voto de confiança só dura até a primeira votação da reforma da Previdência na Câmara: —Se ela passar, é indicativo de que também passa na segunda, e depois é enviar para o Senado. Se não passar, acabou. Marcelo Souza Azevedo, coordenador das sondagens da Confederação Nacional da Indústria, diz que o comprometimento do governo com a realização de uma reforma tributária também está na conta do aumento da confiança.

— As expectativas estão mais ancoradas na agenda econômica, e a equipe liderada pelo ministro Paulo Guedes segue com credibilidade —afirma Aloisio Campelo Jr, superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/Ibre.

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