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Guedes defende reforma e capitalização gera bate-boca - Valor Econômico

Por seis horas e meia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez ontem defesa veemente da proposta de reforma da Previdência e do regime de capitalização para quem entrar no mercado de trabalho depois da aprovação das mudanças. Guedes participou de sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, uma semana depois de cancelar ida à mesma comissão, que decide se a Proposta de Emenda Constitucional é admissível - a CCJ também pode recusar todo o texto ou trechos e tem prerrogativa de alterá-lo.

A sessão foi marcada por momentos de tensão com deputados da oposição e houve bate-bocas, mas o ministro não recuou na defesa da reforma, cujo propósito é reduzir o explosivo déficit previdenciário da União - de R$ 198 bilhões no INSS e R$ 95 bilhões no funcionalismo público federal no ano passado -, igualar as regras para todos os trabalhadores e diminuir privilégios. Favorável à reforma, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), compareceu à sessão para prestigiar o ministro, mas não ficou até o fim. Guedes foi duro nas respostas a parlamentares que o chamaram de "mentiroso" e que criticaram a proposta de reforma da previdência dos militares. "Acho que a Venezuela está melhor", ironizou, ao responder a críticas ao modelo de previdência adotado pelo Chile, que optou pela capitalização. "Vocês questionam por que não cortamos a previdência dos militares. Cortem vocês!

O Congresso é soberano!" O ministro disse que, se a proposta aprovada pelo Congresso poupar menos de R$ 1 trilhão, ele não lançará o regime de capitalização, que não exige contribuição previdenciária das empresas e elimina os encargos trabalhistas. "Se aprovar algo que não tenha potência fiscal, a resposta já existe: não existirá esse regime. Tendo potência fiscal, vamos conversar". A sessão foi encerrada após o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, ofender Guedes. 

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